quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O que o zika tem a ver com a mudança de clima?

Aumento de temperaturas, das cidades a da população fizeram mosquito se espalhar e área de dengue triplicar no Brasil em uma década; vírus da microcefalia também pode se tornar comum.
A incidência do zika vírus pode ficar tão comum quanto os casos de dengue no Brasil. E os próximos anos podem trazer novas doenças do tipo, por um fator muito simples: o Brasil está um lugar melhor de viver para o mosquito Aedes aegypti. A associação de mudanças climáticas globais, ilhas de calor urbanas, aumento da população e más condições de saneamento forma o combo perfeito para a proliferação da praga.

“O Aedes tomou conta do mundo”, diz o virologista Átila Iamarino, do Instituto de Biociências da USP. Ele explica que o inseto que ficou conhecido como “mosquito da dengue” pode portar diversos outros vírus aparentados com a dengue – os chamados flavivírus, que precisam de vetores como mosquitos e carrapatos. “Se o mosquito tem cada vez mais espaços para circular e está adaptado às cidades, o surgimento de outras doenças é questão de tempo”, alerta Iamarino.

O zika tem esse nome por causa de uma floresta homônima em Uganda, onde foi descoberto na década de 1940. Sua forma de chegada ao Brasil ainda não é consenso entre os pesquisadores. A hipótese mais aceita é que o vírus tenha aportado por aqui durante a Copa do Mundo, quando ocorreu grande circulação de estrangeiros no Brasil. A Copa aconteceu no inverno, período em que, em tese, a circulação de mosquitos no Centro-Sul do país cai devido ao frio. O vírus pode ter incubado na população de mosquitos nesse período, para começar a infectar humanos após o fim da estação seca.
“A dengue já está no país todo, e cresceu em grandes cidades onde antes era mais frio e agora as temperaturas são mais altas”, diz Christovam Barcellos, pesquisador da Fiocruz. Ele afirma que, quanto mais calor, mais as doenças vão se espalhar. “O mosquito se reproduz mais rapidamente em locais de clima quente.” O pesquisador diz que a situação não deve ser controlada tão cedo e que a tendência do zika, assim como ocorreu com a dengue, é se espalhar pelo centro do Brasil.

O mapa abaixo ajuda a entender por quê. Ele mostra que a área de transmissão de dengue no Brasil mais do que triplicou apenas entre 2001 e 2011, de 2 milhões de quilômetros quadrados para 7 milhões de quilômetros quadrados. O número de pessoas em risco dobrou, de 80 milhões para 160 milhões.

As áreas em vermelho-claro e laranja mostram o a expansão da dengue Brasil após 2001. Fonte: “Expansão da área de transmissão da dengue no Brasil: o papel do clima e das cidades”, estudo de Christovam Barcellos e Rachel Lowe

Dados do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, por sua vez, ajudam a explicar o mapa. A maior parte do Brasil esquentou mais do que a média mundial no último século. O Nordeste, o centro do país e partes da Amazônia aqueceram de 1,2oC a 1,6oC desde 1960, em média. O número de noites quentes cresceu no país inteiro. Em alguns lugares, as temperaturas mínimas subiram 1,4oC por década. Temperatura mínima é um parâmetro importante para o mosquito, porque o Aedes precisa de calor e água – e uma série de noites frias pode ser a diferença entre uma nova geração de insetos nascer ou não.

e acordo com o Ministério da Saúde, já há registros do vírus zika em 19 das 27 unidades federativas do país. Ainda não há confirmação do número de casos. Já a dengue teve 1,6 milhão de registros em 2015, 62,2% deles na região Sudeste. O aumento do número de casos em relação a 2014 é de 178%. A febre chikungunya teve, em 2015, 20.661 registros, contra 3.657 no ano anterior.

Os Estados Unidos e países europeus já emitiram alerta, aconselhando seus cidadãos a evitar viagens ao Brasil e outros países da América do Sul, além da América Central, pelo risco de contágio. Já há ocorrência de casos no Reino Unido – importados da América do Sul, de acordo com a imprensa local –, Estados Unidos, Espanha, Itália, México, entre outros.

Um estudo publicado no periódico de saúde The Lancet alerta para o potencial de exportação da epidemia a partir do Brasil. A pesquisa mapeou os destinos finais dos 9,9 milhões de turistas estrangeiros que passaram por áreas de risco no país: 65% deles tinham como destino as Américas, 27% para a Europa e 5% para a Ásia. Os dados são alarmantes: cerca de 60% da população dos EUA, Itália e Argentina – alguns dos países com maior fluxo de turistas para o Brasil – vivem em áreas vulneráveis à transmissão sazonal da doença, considerando condições climáticas e ambientais favoráveis à proliferação do Aedes.

Até 2007, menos de 20 casos de zika eram conhecidos em todo o mundo, na África e na Ásia. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), entre novembro de 2015 e janeiro de 2016, a transmissão local do vírus, os chamados casos autóctones, foi detectada em 14 novos países e territórios.

Iamarino diz que mesmo que haja menos casos em países mais frios, o Aedes albopictus, outro tipo do mosquito, é mais resistente a essas condições climáticas. O virologista fala sobre as viagens do Aedes pelo mundo neste vídeo didático em seu canal no YouTube, o Nerdologia:

Controle do mosquito
O consenso entre os pesquisadores ouvidos pelo Observatório do Clima é que a única forma de evitar epidemias é eliminar o mosquito. “O mosquito sempre foi portador dessas doenças. O problema é que ele se espalhou”, diz Margareth Capurro, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.

Em locais quentes e com condições sanitárias ruins – cidades secas em que há reservatórios domésticos de água para consumo, por exemplo –, o mosquito encontra o ambiente ideal para se reproduzir. Foi provavelmente o que aconteceu em São Paulo em 2014 e 2015, anos em que o número de casos de dengue foi alto mesmo com um verão muito seco, no qual a população estocou água. Mas a pesquisadora afirma que a adaptação do Aedes ao meio urbano tem facilitado a sua proliferação. “Eu já encontrei larva do mosquito em papel de bala em Porto Velho”, conta.

Capurro diz que o controle do Aedes no Brasil deve considerar todas as alternativas – campanhas educativas, eliminação de focos, controle biológico, fumacê, armadilhas simples para o mosquito, mosquitos transgênicos –, mas que não adianta começar no verão, quando o mosquito já está em grande quantidade. “Tem que pensar no combate ao Aedes como uma guerra e usar todo o arsenal.” (Observatório do Clima/ #Envolverde)

* Publicado originalmente no site Observatório do Clima.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

TRE-CE alerta eleitores para o prazo final do recadastramento biométrico

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará alerta os eleitores de 46 municípios que fiquem atentos para o prazo de encerramento dos trabalhos de recadastramento biométrico, no dia 18 de março deste ano, e compareçam aos cartórios eleitorais dos seus respectivos municípios.

O TRE-CE montou uma infraestrutura para atender a todos os eleitores, através do agendamento, que pode ser feito no telefone 148 e aqui no site do tribunal. Os eleitores estão sendo atendidos nos cartórios eleitorais, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas.

Em Maracanaú, terceiro maior eleitorado do Estado, o comparecimento dos eleitores vem atingindo apenas 40% da capacidade de atendimento do cartório eleitoral. A pouco mais de dois meses do encerramento dos trabalhos de revisão eleitoral, menos da metade dos eleitores do município fizeram o recadastramento biométrico. Em Maracanaú, o eleitor ainda tem a opção de fazer o recadastramento aos sábados, das 8h às 12 horas. Quem não comparecer no prazo estabelecido, terá o título cancelado e não votará nas eleições de 2016.

Relação de Municípios 
Segue a relação dos 46 municípios cearenses que encerrarão os trabalhos de recadastramento biométrico no próximo dia 18 de março: Altaneira, Amontada, Aratuba, Banabuiú, Barbalha, Baturité, Bela Cruz, Brejo Santo, Capistrano, Caridade, Cariré, Caririaçu, Cariús, Crato, Farias Brito, Frecheirinha, Granjeiro, Groaíras, Horizonte, Irauçuba, ITAITINGA, Itapagé, Itapipoca, Itapiúna, Itarema, Jardim, Jati, Jucás, Maracanaú, Marco, Meruoca, Miraíma, Missão Velha, Mulungu, Nova Olinda, Ocara, Paraipaba, Paramoti, Penaforte, Porteiras, Quixeré, Santana do Cariri, Tejuçuoca, Tianguá, Várzea Alegre e Viçosa do Ceará.

Em todo o Ceará, 1 milhão e 200 mil eleitores já fizeram o recadastramento e poderão votar em 2016 através da identificação biométrica. Os eleitores de Sobral, Alcântaras, Forquilha, Aquiraz, Eusébio, Crateús, Ipaporanga e Juazeiro do Norte já votaram em 2014, através da biometria. Em 2015, mais oito municípios encerraram os trabalhos de recadastramento: Ibiapina, Limoeiro do Norte, Camocim, Ubajara, Milagres, Abaiara, Iguatu e Quixelô.
O TRE-CE lembra ainda que Fortaleza e Caucaia também passam pelo processo de biometria, mas seus eleitores ainda não serão obrigados a se recadastrar para as eleições deste ano. Nos dois maiores municípios do Estado o recadastramento biométrico é facultativo e só deverá ser obrigatório nas eleições de 2018.


Veja a história do Partido Verde no Brasil



Assista o vídeo que marcou a fundação do Partido Verde no Brasil.
O Partido Verde foi fundado em 17 de janeiro de 1986 como uma organização política com personalidade jurídica de direito privado. Possui registro definitivo deferido pelo Tribunal Superior eleitoral, com duração por prazo indeterminado e rege-se por um estatuto, observados os princípios constitucionais e as normas legais.

1986: Fundação do Partido Verde no Brasil


Fundação do PV, em janeiro de 86, no Teatro Clara Nunes (RJ). Da esquerda para a direita: Fernando Gabeira, Lucélia Santos, Alfredo Sirkis, John Neschling, Luis Alberto Py, Carlos Minc, Herbert Daniel e Guido Gelli.

O Partido Verde foi fundado em 17 de janeiro de 1986 como uma organização política com personalidade jurídica de direito privado. Possui registro definitivo deferido pelo Tribunal Superior eleitoral, com duração por prazo indeterminado e rege-se por um estatuto, observados os princípios constitucionais e as normas legais.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Programa Partidário – PV traz sua história e fala de respeito ao meio ambiente

O Partido Verde levou nesta terça feira (12.01),  seu primeiro programa partidário em cadeia de rádio e televisão de 2016.  O dia escolhido também fez referência a sua criação, aos 30 anos de seu aniversário e a uma reflexão séria sobre as questões ambientais.

Durante os dez minutos de programa o PV, além de contar a sua história no Brasil e no mundo, o PV levou aos espectadores uma mensagem de reflexão sobre os efeitos do descaso com a natureza, mostrou também as consequências do maior desastre ambiental do Brasil, na Bacia do Rio Doce, em Mariana – MG e destacou que o cenário atual é mesmo preocupante, sendo urgente conter o avanço do desmatamento, da poluição, da seca e das mudanças climáticas.


O líder da Bancada Verde, deputado Sarney Filho (MA) comentou sobre os trabalhos que o Partido Verde tem realizado no Congresso Nacional. “O Partido Verde também faz história no parlamento Brasileiro. Fomos protagonistas ao garantirmos que, na legislação ambiental, se preserve as riquezas do nosso ecossistema como as florestas, os campos, o cerrado, a caatinga os mares e os rios”, comentou Sarney Filho.


Outro tema abordado no programa foi a atual crise política pela qual passa o Brasil. O Partido Verde entende que a crise é grave, porém acredita em dias melhores e que em 2016 com as eleições de novos prefeitos e vereadores será uma grande oportunidade para iniciar a mudança que o Brasil espera. “Precisamos repensar a vida, renovar os sentimentos. Estamos ainda em meio a uma grave crise, provocada pela incompetência e má administração de um governo sem rumo. Só não podemos ficar paralisados e por isso devemos reagir”, destacou o presidente Nacional do Partido Verde,  Luiz Penna.


Ao final do programa, o mais novo integrante do Partido, o senador Alvaro Dias (PR), recebeu oficialmente as boas vindas dos verdes. Em sua fala, o senador agradeceu o convite para integrar nos quadros do partido e deixou uma mensagem de otimismo para todos os brasileiros. “Venho para o PV e agradeço o honroso convite. O PV é um partido que combate o desgoverno e a corrupção. Você do Brasil decente, o PV e todos nós estamos juntos nessa empreitada, nosso desejo é que este ano seja o ano do encontro dos nossos sonhos e das nossas esperanças”, finalizou o senador.

(Partido Verde - Nacional)